A Arábia tem destas coisas. Mas esquecemos frequentemente a peculiar gestão de equilíbrios que fomenta. Se, homens e Mulheres do Ocidente, nos insurgimos contra o hábito de obrigar o Belo Sexo ao véu, frequentemente esquecemos que no hemisfério masculino uma paralela preocupação de esconder a atractividade se exprime na obrigação de deixar crescer a barba. Poderemos eternamente clamar contra a totalitária monomania de ocultação do Belo, que, de lá, responderão ser a preservação dele a única maneira digna de sacralizar e guardar tesouros desse teor. Agora, com medidas depuradoras como a expulsão das fontes de tentação, se as mais fanáticas feministas poderão ficar satisfeitas por verem no banimento em exame alguma igualização, para mais com o sacrifício de um produto que desdenham, a imensa Mole mais moderada perceberá que fica a perder ainda mais, ao ver afastados, desta forma arbitrária, certos huuuum focos de comoção. A masculinidade dos decisores é que se arrastará pelas ruas da amargura, uma vez forçados a apreciar o grau de perfeição de outros machos...
E, perdoe-se-me a vaidade, já que mitigada por uma preocupação legítima de cidadania; se a moda pega, ao que oiço, ainda fico em risco de me transformar num sem-pátria, esse heimatlos que a cartilha das Nações Unidas protestou banir. Pfffffffff!
O Projeccionista, de Carol Anne McGowan
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