
Passou-se do anunciado ao cumprido e começa toda a gente a enganar-se: os Americanos a repetir compulsivamente que a Al-Qaeda odeia a Irmandade Muçulmana, sem uma palavra para o júbilo que outros figadais inimigos seus, como Teerão e o Hezbollah, denotaram no comentário à mudança em curso. Os comentadores lusos a reiterarem que a juventude e as habilitações dos cairotas mais em vista nas manifestações não convidam à instauração do islasmismo, nem se dando conta de que foi numa das mais letradas e jovens bases populacionais de países muçulmanos que os Ayatollahs vingaram. O povo ri porque vê alguém cair, os reporters porque têm notícias e envios especiais durante um par de dias.
Os militares do Egipto são hoje uns cãezinhos bem amestrados dos yanks. Não admirou pois o papel que tiveram, a partir do momento em que se percebeu que Barack tinha deixado de rimar com Mubarak. Mas as contas que o Departamento de Estado fará podem sair furadas: acreditam que se as facções religiosas radicais ganharem o élan (eleitoral, inclusivé) que as projecte, poderão repetir com as forças armadas o que fizeram na Argélia, metendo oportunamente a democracia na gaveta.
Eu, que não sou maometano, nem pró-americano, nem revolucionário, nem democrata, nem homem da imprensa, tenho também direito à minha ilusão privativa - a de que os detentores das armas naquela grande Nação desfarão a patifaria que empreenderam há quase 60 anos e possam vir a restaurar a Monarquia. Querem um bom prenúncio? o actual Herdeiro do Trono carrega o nome do fundador da Dinastia, Muhammad Ali...






















