Mostrar mensagens com a etiqueta Marcos Pinho de Escobar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marcos Pinho de Escobar. Mostrar todas as mensagens

Sugestão para um Domingo eleitoral


Porque hoje escolhe-se o jefe de gobierno da cidade de Buenos Aires, quem melhor do que Philippe Noiret, Ugo Tognazzi, Adolfo Celi, Gastone Moschin e Duilio Del Prete para sugerir a maneira adequada de tratar a politicalha profissional? E como apetece!

A desratização que se impõe


O burocrata é, no simplismo e também por vezes na justeza dos juízos populares, o homem inútil que se compraz em multiplicar as formalidades, encarecer as pretensões, amortalhar em papéis os interesses, embaraçar os problemas com as dúvidas, atrasar as soluções com os despachos, obscurecer a claridade da justiça em nuvens de textos legais, ouvir mal atento ou desabrido as queixas e as razões do público que são o pão, ou o tempo, ou a fazenda, ou a honra, ou a vida da Nação perante o Estado e a sua justiça; trabalhar pouco, ganhar muito e certo; sem proveito nem utilidade social, parasitariamente, sorver como esponja o produto do suor e do trabalho do povo.



António de Oliveira Salazar - 5 de Outubro de 1940



Que diria o Mestre se visse o país exíguo de Estado obeso, com as suas infinitas comissões e fundações, com as suas legiões de boys, com a prepotência novoriquista parida pela corrupção como regra de vida?

Poema à Pátria

Amar la patria es el amor primero
Y es el postrer amor después de Dios
Y si es crucificado y duradero
Ya son uno los dos, ya no son dos.
Amar a la patria hasta jugar el cuero
Del puro patrio Bien Común en pos
Y afrontar marejada y majadero
Eso se inscribe al crédito de Dios.
Dios el que nadie vio, Dios insondable
De todo cuanto es Bello oscuro abismo,
Sólo visible por oscura Fe.
No puede amar por mucho que de Él hable
Del fondo de su gélido egoísmo
Quien no es capaz de amar ni lo que ve.

Pe. Leonardo Castellani
(1899-1981)

Reciclável?

Lixo. Nada mais do que isso. É assim que uma boa parte dos especuladores financeiros internacionais - i.e., o mesmíssimo imperialismo internacional do dinheiro - vê o que resta de Portugal. Regressámos em grande estilo aos anos vinte do século passado, quando na Europa francófona um novo verbo, portugaliser, significava arruinar qualquer empresa... E que contraste com o Portugal que pôe-se de pé, torna-se modelo de gestão das finanças públicas e agiganta-se pela mão de "um tal Salazar de Coimbra" - o mesmo que ensinou a Ludwig Erhard, pai do chamado milagre alemão do pós-guerra, como arrumar a casa.

Classe magistral


Se querem ver como se dança o tango, então só resta assistir ao Maestro Juan Carlos Copes, que há pouco festejou oitenta anos muito bem vividos. Como tanguero à antiga, de tomo y lomo, imagino-o bom apreciador da "água-da-vida" gaélica. À maneira do Johnnie Walker: still going strong!

Retrato de uma época de ouro

No centenário de Juan Manuel Fangio, recordo aqui o grande corredor ítalo-argentino de fórmula 1, cinco vezes campeão mundial. Nada de computadores de quatro rodas teleguiados por batalhões de técnicos, mas a perfeita combinação de braços, conhecimento, arrojo e máquina feita à mão.

Sem Rei nem roque


Ao ouvir nomes como os de San Martín e Artigas, julgo que a muitos vêm-lhes a mente a imagem de dois revolucionários republicanos e anti-espanhóis, com o Contrato rousseauniano na mesa de cabeceira e o avental bem engomado e ajustado. Tornada dogma pela historiografia oficial, confesso que essa era a minha percepção das duas personagens - para àquela, motivo de êxtase, para mim, claro está, motivo de consternação. Entre os próceres autênticos e a caricatura liberal medeia um abismo. Proyectos monárquicos en el Río de la Plata, de Bernardo Lozier Almazán, é um interessantíssimo contributo para desmistificar um embuste duas vezes secular, ao demonstrar como os chamados Libertadores queriam mas é libertar as terras do Vice-Reinado... dos liberais! Analisando os diversos projectos de continuação monárquica gizados entre 1808 e 1825 em reacção à vacância do Trono na Metrópole espanhola e, mais tarde, à restauração em chave liberal, a obra trata dos vários pretendentes: a "nossa" - ainda princesa - D. Carlota Joaquina; o Infante D. Francisco de Paula de Borbón y Borbón; os canditados incaicos Dionísio Inca Yupanqui, Juan Andrés Ximénez de Léon Manco Capac e Juan Bautista Túpac Amaru; D. Luís Filipe, Duque de Orleães; o Infante D. Sebastião de Borbón y Bragança; e, finalmente, D. Carlos Luís de Borbón, Duque de Luca. Como se sabe, todas as iniciativas saldaram-se por um rotundo fracasso, e o final (?) da es/história é o que está à vista de quem quer ver.

Em boa companhia

Ouvi dizer que o quase Eng. Sócrates abichou um emprego de caixeiro-viajante, oferecido pela camarada terrorista que preside ao Patropi verd´amarelo. Fosse o país do samba um pouco sério, levantaria eu dúvidas a respeito da sanidade mental dos ocupantes do Palácio do Planauto (será Pranauto?), já que depois de levar o restinho de Portugal à bancarrota (Portugal, claro está, não ele e cia.), melhor sorte não poderia esperar a terra da Bramachôpi e da TV Grôbo. Mas em vista do calibre de patroa e empregado, penso mesmo que a colaboração será altamente frutífera. Não há surpresa. É sinal dos tempos parusíacos em que vivemos, quando o vício toma o lugar da virtude, a aberração passa a ser a normalidade e o delinquente é tido por modelo do homem de bem.

Em boa hora

Foi com grande gosto que aqui, na Reina del Plata, pude ouvir o Nosso Duarte, através das ondas da Rádio Cartaxo, na emissão especial sobre as legislativas, realizada em parceria com "O Diabo". Deixo aqui o meu abraço, acompanhado das saudades da tertúlia das quintas.

Sugestão para Domingo


Em dia de farsada eleiçoeira, e estando bem longe da Pátria - pelo menos do que dela restou - não posso deixar de recordar algo que li algures, a respeito de um dos muitos bons católicos que fora votar - todo contente e bem vestido - nas eleições espanholas de 1933, das quais sairia vitoriosa a chamada Direita. Dizia o texto que a atitude do referido bom católico não foi de grande serventia, pois três anos depois tinha início a tragédia da guerra, durante a qual os vermelhos assassinaram 4.184 sacerdotes do clero secular e seminaristas, 3.365 religiosos e 283 religiosas, sem contar as dezenas de milhar de católicos leigos. Moral da história, esta sim com "h": Católico praticante! Não sabe em quem votar? Não vote. Reze!

Profeta em casa


A ideia de que a simples posse e uso dos bens materiais assegura a felicidade é inteiramente falsa. Concepção política que não reconheça a superioridade do espírito e o dever de lhe subordinar a riqueza pode levar à edificação de uma sociedade brilhante, mas nunca de uma autêntica civilização.

António de Oliveira Salazar
(Férias com Salazar, Christine Garnier, Parceria António Maria Pereira, 2ª ed., 1952, p. 124-125)

Escusado será dizer que no caso português, esquecido que foi o conselho do Grande Sábio, não só não se chegou à "autêntica civilização" mas nem se quer à "sociedade brilhante".

Para recordar


Em época de renovação do regime da abrilada, através da perversão partidocrático-eleiçoeira, fica aqui a lembrança do Portugal que aquele destruiu com requintes de crueldade.

Azulejaria portuguesa 2

Em tempos de grande interesse pela ortografia... aqui um azulejo que encontrei nesta jóia lisboeta que é o Convento dos Cardaes, na Rua do Século. Suponho tratar-se de exemplar do Séc. XVIII. Uma delícia!

Ser ou não ser


Exceptuando-se O Diabo, não compro jornais nem perco muito tempo com a chamada comunicação social, sobretudo com aquela imbecilmente adepta da abortografia brasilêra. Mas, durante a temporada na estranja, de quando em vez dou um salto à versão digital de algum diário para ver como andam as modas na terra. Hoje foi a vez de uma vista d´olhos ao pasquim do Eng. Belmiro Azevedo (penso que ainda lhe pertence). Pois não é que ali estava um video do youtube sobre "os novos portugueses"? Exultando de diversidade e multiculturalismo os responsáveis pela matéria anunciam categoricamente que agora "Somos morenos, somos louros, somos negros, somos mulatos, somos asiáticos, somos sul-americanos, somos de muitas nacionalidades, somos europeus, somos portugueses". O que tal fulgurante progresso quer dizer é que já não somos nada, deixámos de ser, pois só somos nós se não somos os outros. Ser tudo ou todos significa logicamente não ser mais nada ou ninguém. É assim de fácil. De uma assentada dá-se cabo da velha identidade portuguesa. Graças aos inestimáveis préstimos da dupla Pinto de Sousa/Cavaco Silva a nossa nacionalidade - leia-se: identidade - foi transformada em simples certificado de residência.

Azulejaria portuguesa

O preferido de Sábado à noite


Espero que pelo menos uma vez, durante as férias do verão português, o nosso almoço das quintas possa ser realizado em Buenos Aires. E precisamente aqui. Fica desde já lançado o desafio aos Confrades e Amigos. Hasta pronto!

Sucatear é preciso...

Vi há poucos dias na TV alemã (DWTV) um curto documentário sobre a vigilância exercida pelos federastas da UE, na zona pesqueira do Atlântico Norte. Era a vez de um moderno buque germânico patrulhar as águas onde os "parceiros comunitários", em estrita obediência aos complicadíssimos cânones formulados pelos comissários de Bruxelas, podem lançar as suas redes. Pois o delinquente em questão era nada mais nada menos do que o arrastão português Santa Isabel, a cair aos pedaços, quase uma sucata, sujo, tripulado por indivíduos de aspecto miserável, e que escutavam, cabisbaixos, as reprimendas do alemão pelas faltas cometidas - escada de acesso a desfazer-se, informação incompleta nas embalagens, etc. Por sorte, depois de medições aleatórias dos buracos das redes, o polícia da pesca aceitou como razoável o desvio-padrão verificado. Quando se pensa que o Santa Isabel foi um dos mais modernos barcos de pesca e processamento que já cruzaram os mares, que Portugal possuía uma das três maiores frotas pesqueiras do globo, e que a Nação e o seu Governo impunham-se no estrangeiro pelo respeito que inspiravam, a emissão desde Berlim cravou-me um punhal na alma. Uma grande conquista da revolução dos cravos e dos cravas. O Santa Isabel, sucateado e a caminho do fundo, parece ser o retrato chapado do Portugal dos nossos dias. Valha-nos Deus!

Evita


Hoje Evita faria 92 anos. Fica aqui a lembrança do seu último discurso, no qual, aos 33 anos e sabendo-se condenada pela terrível enfermidade, diz adeus ao povo que a adorava.

Sugestão para a noite de Sábado


Adepto inveterado do cinema europeu de '60-'70 e, quando muito '80, não tenho grande pachorra para filmes estadounidenses, sobretudo os actuais, repletos de clichés demo-liberais, multi-culti e outras parvoíces. Contudo - e ainda bem! - há excepções. E boas. Uma delas é The Apostle, escrito, dirigido e interpretado pelo grande Robert Duvall, o incomparável Consigliere da saga Godfather, o napalm cowboy de Apocalypse Now, o apaixonado pelo tango e pela Pátria gaúcha, quem volta e meia encontro a caminhar por Buenos Aires junto com sua bella mujer argentina. Em contas muito resumidas: a obra trata de um pastor evangélico mulherengo que se mete num grande sarilho e vê-se obrigado a fugir para o Sul, onde, recomeçando a vida sob identidade diversa, constrói a sua igreja e volta a pregar, convertendo e praticando o bem na pequena comunidade.